A surpresa pelo inesperado, pelo, antes, impossível
Nos abate implacavelmente com seu arco sobranceiro
A atemorizar, até mesmo, a vileza do carcereiro,
Quem vigia as nossas recônditas vontades sob um Véu
Delicado, leve, tímido, sem demonstrar o seu fel,
Que só é descoberto e atingido pelo olhar certeiro
Do, controlado, estático e espantado, Arqueiro,
Quem, precisamente, descortinou e provou do mel.
Como as feras, agora, trêfegas, controlar?
Será possível mantê-las calmas e acorrentadas?
Até onde quer, do maduro e pesado Véu, o desenrolar?
O que vemos são somente, imagens policromáticas seladas
Com as quais, diariamente, convivemos a pendular
Entre as condições reais e oníricas, cuidadosamente, cerradas.
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2 comentários:
Para mim, escrever em versos é uma das mais sensíveis artes. Desenvolver um eu lírico e mergulhar nele é tarefa para poucos.
Parabéns!
Perfeito!
Lindo!
Parabéns!
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