Quatro e meia da manhã. Acordo alvoroçado, ainda, sob a escuridão pálida da madrugada silenciosa, aconchegante, chamativa ao sono parcialmente perdido por uma perturbação. Uma crise alérgica iniciou-se em minha região nasal com espirros violentos. Após algum tempo, cerca de cinco a sete minutos, aliviei-me do congestionamento nasal. Debalde tentei dormir, passei a escutar alguns sons que atraíram minha atenção e assassinaram a queima roupa o pouco sono que tentava me dominar.
Erguido, os pés sobre o tapete nu, o piso frio, tentava encontrar minhas chinelas no quarto escuro. Não ligava a luz para não acordar meu irmão. Fiquei a observar o céu, ainda em trevas pela fresta da pequena janela da área de serviços. Depois de alguns minutos, fui escovar meus dentes e, quando fui merendar, o sol, invencível cavaleiro, mais uma vez, derrotara rápido o escuro céu.
A manhã mostrava seu canto por intermédio dos pássaros, seu porta-voz mais intrépido e gentil. Alguns são um pouco mal educados. Vez ou outra eu escuto uma reclamação sobre o pombo irreverente e extrovertido.
As notas, algumas suaves, outras irritantes, soavam como um coro de louvor àquele que nos desperta para mais um dia de labor. Dia no qual uns riem, uns choram, uns vivem, outros, por má sorte ou não, morrem a sonhar com os sonhos não alcançados em vida.
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7 comentários:
Você escreve extremamente bem, me deixou sem palavras!
pedante e raso.
No meu blog tem um selinho pra ti... bjok
As notas, algumas suaves, outras irritantes, soavam como um coro de louvor àquele que nos desperta para mais um dia de labor. Dia no qual uns riem, uns choram, uns vivem, outros, por má sorte ou não, morrem a sonhar com os sonhos não alcançados em vida.
o melhooor de tdoo \o
adorei a forma poética com q vc narrou sua crise alérgica!!!
Tem selinho para você no meu blog: http://deborahsimoes.blogspot.com/ Clica no link GOSTOSA LEITURA.
Bjok
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