Como um humilde jardineiro tenho trabalhado no jardim de sua casa. Quando foi que você permitiu que eu cuidasse de suas plantas? Você não permitiu. As estações passaram e me colocaram lá. Só agora, na primavera, algumas rosas têm crescido, ganhado vida e emanado um doce perfume, o seu, que embala o meu sorriso constante.
Hoje, joguei a chave da minha casa, o meu coração, para você. Quando vai usar? Não sei. Ainda preciso cuidar mais do seu jardim, a fim de que ele faça brotar em você o sentimento que, em mim, já cresceu.
Ao retornar a minha casa, não entro. Fico em meu jardim contemplando a beleza deste sentimento. Me faz bem. Queria fazer você sentir o que estou sentindo. Queria compartilhar com você tudo o que vivo e sou. Queria cuidar, dar afeto e carinho. Você é especial, diferente.
Não nos conhecemos tão bem, mas, apesar disso, eu acredito conhecer. Na verdade, a torrente de sensações em mim acredita e dispensa apresentações mais detalhadas sobre sua vida. Você é quem decidirá se eu devo ou não conhecer. Já eu quero muito que você me conheça. Quando? Nos vemos tão pouco, né? São escassas as oportunidades de uma conversa. Na que eu tive, não aproveitei pois meu corpo tremia, o meu coração batia forte, as minha voz emudecia. As frases que soltei caminharam desconcertadas. Naquela noite, tais palavras só queriam sair em gestos...
Ficarei cuidando do seu jardim, por mais que você não queira. Mesmo que não nasça nesta primavera, regarei aquele até crescer em você o que em mim é tão intenso.
Se você não se incomodar, olharei em direção a janela de sua casa, na expectativa de ver um sorriso ou mesmo vê-la passar somente.
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